por Malu Teodoro
Durante todo o tempo em que a civilização se baseia no visual para orientação e representação, algumas revoluções, inclusive tecnológicas, no campo das imagens ocorreram. Da revolução da tecnologia de imagens decorre a tese da desconstrução técnica e social da imagem. A imagem indexical, que é definida por meio de uma relação material e física entre signo e objeto, substituirá o mundo das simulações tridimensionais baseadas em computador, que, no momento, estão no seu auge. A imagem indexical é o início de uma nova cultura de materialização da imagem.
Por meio das tecnologias de imagem do futuro qualquer um conseguirá ver qualquer filme em qualquer lugar em qualquer tempo. Qualquer pessoa, em qualquer lugar em qualquer tempo é a fórmula para a tecnologia digital do futuro. A idéia decisiva nisso, porém, é que com essa forma de interação coletiva, o observador torna-se um observador interno do mundo. Ele não permanece observador externo como no cinema, mas, como observador interno, participará dos mundos de imagens e com isso, poderá modificá-los. Sua interferência nas imagens aplicará mudanças também no mundo real, e não apenas no mundo de imagens paralelas. A relação entre mundo de imagem e realidade será múltipla e reversível. O próprio observador torna-se a interface entre um mundo virtual artificial e o mundo real.
Os observadores criarão, por meio de sua navegação, novas formas narrativas em instalações baseadas na rede ou no computador. Os computadores convergirão em micro-computadores, tais quais as pessoas carregarão em quantidade, como telefones celulares multifuncionais.
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Referência Bibliográfica
REISER, Martin e ZAPP, Andrea. New Screen Media: Cinema, art and the reinvention of narrative. Karlshuhe/Londres: ZKM/British Film Institute, 2002.